Vamos nos casar
Mariana & Davi
Contagem Regressiva
30.06.2019
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Nossa História por Ela

Meu irmão me convidou para participar de uma reunião de um grupo cristão. Chegando lá, no meio de todo mundo, conheço o Davi, educado, ruivo, sorrisão e pensei:
-Interessante!
Passei a frequentar aquele grupo, pois os assuntos eram bons e me ajudavam a voltar para Deus. Certo dia, pergunto sem nenhuma intenção ao Davi:
- Quantos anos você tem?
- 20 (e um sorriso)
Nesse momento, eu desinteressada e uma outra (interessada) esboçamos uma feição de “que?”.
Foi aí que qualquer chance de sermos algo além colegas ou amigos acabou (ou pelo menos assim pensava eu...).

O Davi se mostrou um bom colega, não se incomodava com minhas ‘zueiras’, mesmo quando o alvo era ele. Eu achava isso muito estranho, ninguém poderia ser legal assim. Acho que toda aquela ‘zueira’ era um teste para ver até onde ele iria.

Bom, por algum tempo ficamos nessa de colegas, até que passamos a frequentar outro grupo, onde éramos os únicos da mesma faixa etária. Logo nos aproximamos, logo começamos a falar dos nossos problemas amorosos, antigas relações que não deram certo, logo viramos amigos! Olha que legal! (Acho que essas conversas também eram testes...)

No dia 18 de agosto posto uma foto no Instagram e ele comenta:
- “Estrutural”
Eu respondo lá mesmo:
- “estrutural?”
- “Desculpa haha vi e pensei. Foi tão nítido q nem me preocupei com significado hahah”
- “hahahaha continuo sem entender nada”
- “relaxa haha eu tb não. Aí q é legal”
- “hahahaha tá explicado! Adorei!!!”
- “haha sério??”
- “Vc pode não ter entendido! Mas eu entendi! Kkkkkk”
- “haha fechou parceria então! Eu sinto, vc entende, a gente interpreta”
Lendo essa conversa hoje até parece que era um flerte né?

Depois disso ele me chamou no WhatsApp e a conversa foi tão legal que combinamos de conversar pessoalmente, CONVERSAR. Saímos numa terça, conversamos, bacana, ele me deixou em casa e até aí tudo normal, AMIGOS. Do nada ele toca minha campainha, me liga e buzina – levei um susto – abro a porta e vejo ele vindo na minha direção, falando meio enrolado:

- “Esqueci uma coisa...” Com as duas mãos em minha direção, segura meu rosto.
Sem pensar em nada, virei o rosto e ele acertou aquele beijo na minha bochecha. Na maior felicidade me perguntou:
- Quinta?
- Quinta! Respondi confusa e confiante.

Não entendi nada, mas gostei. Quinta saímos de novo e eu o tentei fazer explicar por que tentou me beijar – é sério eu não esperava. Ele só dizia coisas vagas como “está no ar” ou “você não está vendo?”. Depois de muita insistência minha, ele meio que me fez entender que estava apaixonado por mim. Tá! E agora?

No sábado fomos ao cinema. Durante o filme, algo que nunca tinha experimentado aconteceu, algo forte me ligava a ele, parecia que nossas almas estavam dançando. Não houve beijos, mas a experiência foi transcendental. Quando o filme acabou, estávamos ligados de uma forma tão forte e única que, indo embora, nos vimos de mãos dadas. Eu confesso que aquela situação insólita me deixou um pouco desconfortável. Vez ou outra até soltava a mão dele, apesar de estar sentindo algo estranho e maravilhoso nos ligando. Chegando ao carro, o parei no meio da rua e indaguei:

- Por que andar de mãos dadas? O que está acontecendo entre a gente?

Eu não sabia. Ele tentou me convencer a termos essa conversa depois, disse que queria preparar algo, mas eu insisti (de novo). Afinal, era tudo muito forte e não via motivos pra alongar uma situação incerta (detesto flerte). Finalmente, no meio de frases soltas que para mim não faziam sentido ele diz:
- ... queria fazer algo mais elaborado, com flores quem sabe, mas... quer namorar comigo?

Fiquei aliviada. Finalmente ele foi direto. Falei que iria pensar, pensar... e fui para casa. No meio do caminho (e após esse longo período de reflexão, não superior a 10 minutos), ligo para ele e digo sim. Aceito.

Isso foi na madrugada do dia 30 de agosto de 2015. Desde estão não desgrudamos. Nos vemos praticamente todos os dias e passamos todos os finais de semanas e feriados juntos. Não importa quanto tempo passamos um com o outro, quando nos separamos é tanta saudade que não faz mais sentido morarmos em casas separadas e por isso vamos nos casar.

Nossa História por Ele

Por aí, se fala sobre amor. Às vezes conveniente, outras ardente, por vezes pomposo, como algo pra se mostrar. A lista é longa quando se indaga o que procurar em um amor. Eu tinha a minha, confesso. Mas quando à conheci, resumi: Mariana.

Esclareço que não conheci Mariana na primeira vez que nos encontramos, nem na segunda, tão pouco na terceira. Conversávamos, é verdade. Tudo deveras superficial, como as conversas de hoje costumam ser. Foi na mesa de um sebo, contudo, que as palavras que antes se passavam desapercebidas fizeram-se aparecer, como brisas (assim ela as chama), suaves.

Aquela foi uma noite linda. Eu entendi inúmeras cantadas, ela não fez nenhuma. Tudo perfeito, tirando uma ou outra alface presa nos dentes. No fim, deixei-a em casa. “Boa noite. Boa noite”. Só. Mas só não poderia ser. Não era compatível, pensei. Aí veio o sopro de coragem. “Alea jacta est”, como costuma-se dizer. Paro o carro: buzina, ligação e campainha, tudo ao mesmo tempo. Ela abre a porta. Eu tento um beijo. Ela vira o rosto...

Não se preocupe... depois, ela sorriu.

E que sorriso! Desses que se leva pra vida, pra vida inteira. E foi assim que fiz. Dia seguinte levei seu sorriso para o planetário, no outro pra roda gigante, no seguinte pro museu, pro cinema e assim seguiu-se. Uma semana depois sorrimos com o pedido de namoro. Dois anos dali sorrimos com o pedido de casamento. E daqui a curtos três meses sorriremos no altar.

Parece simples, até um pouco brega, mas a cada dia percebo que é o sorriso, o sorriso dela, que dá sentido a isso tudo. Certa vez, minha mãe me disse que amar é sorrir com o riso do outro. Hoje entendo a sabedoria da frase, que, em sua singeleza, ensina que o amor é um compromisso com a felicidade do outro, não com a sua própria. Essa é a mesma lição da Bíblia, quando fala ao marido para amar sua esposa como Jesus amou a igreja, ou seja, deixando sua própria vida de lado pela vida dela. Foi assim que escolhi pensar o casamento, não como uma forma de realização ou satisfação, mas como o precioso compromisso de guardar seu maravilhoso sorriso, até que ele, pleno, se confunda com o meu e, juntos, sejam um só.

Data do casamento - Dia 30/06/2019

Espaço Jardim do Éden - SMLN Trecho 3, conjunto 3, número 5 - Lago Norte